Blog do Arkanoidblue
Arquivos : setembro, 2009

Microsoft Security Essentials v1.0.1611.0

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Finalmente a Microsoft anunciou a versão final do seu antivírus gratuito batizado de Microsoft Security Essentials.

mse

Principais características

* Interface moderna, intuitiva, agradável e com suporte ao português.
* Proteção eficiente contra vírus, adwares, spywares etc
* Possibilidade de varreduras “por partes” ou completas.
* Atualizações automáticas frequentes.

Segundo o desenvolvedor, o Microsoft Security Essentials foi elaborado visando correr discretamente no background do sistema oferecendo uma eficiente proteção em tempo real e alertando o usuário para o caso de alguma ação.

O primeiro Beta público parece ter agradado boa parte dos usuários apesar de sua eficiência ainda não ter sido confirmada pela maioria já que tratava-se de um software Beta, com este lançamento final resta-nos aguardar os testes que surgirão e sabermos se realmente o antivírus da Microsoft veio para bater de frente com as tantas opções gratuitas que existem hoje em dia ou se será apenas mais um “fogo de palha”.

*Para instalar o Microsoft Security Essentials, é necessário que você seja usuário do Windows original. Saiba mais sobre a cópia original

Download: Security_essentials [5 MB]

Site: http://www.microsoft.com/Security_essentials/

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Ocidente : uso político do termo

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Quando se quer camuflar o imperialismo de Estados Unidos, Inglaterra e Israel diz-se que eles são o Ocidente.

OCIDENTE

É comum que repórteres de TV dêem notícias sobre atos terroristas, atribuídos a muçulmanos, palestinos, paquistaneses, afegãos, iraquianos ou outros amaldiçoados da Terra e façam comentários ineptos sobre ameaças ao Ocidente. De repente, todos nós que vivemos na proximidade ou à esquerda do meridiano de Greenwitch ganhamos o emblema não só geográfico mas principalmente político de mundo ocidental. É certo que geográfica e culturalmente somos ocidentais. O problema é que o termo Ocidente ganhou o estigma ? historicamente fundamentado ? de imperialista, colonialista, explorador, destruidor de civilizações e etnias, na sua marcha de expansão e domínio sobre o resto do mundo.

Os povos orientais com razão olham para o Ocidente com temor e certamente raiva e rancor. Mas no ocidente geográfico temos de distinguir exploradores e explorados, colonizadores e colonizados, imperialistas e subordinados. Toda a América Latina faz parte do segundo grupo. Grã Bretanha, Estados Unidos e Europa Ocidental compõem o primeiro. O Japão, lá no Extremo Oriente geográfico, no século XX passou a compor o grupo de nações imperialistas, e por isso é politicamente incluído no chamado mundo ocidental. A União Soviética e a própria Rússia pré e pós-soviética é considerada oriental e seu expansionismo ou imperialismo era de tipo mais geográfico, regional, que mundial. A China outrora foi agredida e humilhada por potências ocidentais e por Rússia e Japão, mas agora seu enorme crescimento econômico e político a está levando para caminhos ainda pouco previsíveis.

A partir do século XV, a Europa, tendo Portugal por pioneiro, começou o périplo africano, chegou à Índia e à China e depois às Américas. Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Holanda, depois Bélgica, passaram a abocanhar econômica, militar e culturalmente África, Ásia e América. Massacraram povos aborígenes e suas culturas, fizeram sua própria expansão demográfica branca e a diáspora negra africana para as Américas, penetraram na Índia e arredores e na China, nesta com ajuda do Japão ? que aceitou a influência ocidental, mas não se deixou dominar.

A partir do século XVIII, o Império Britânico suplantou a expansão portuguesa, espanhola, francesa e holandesa e acabou criando um terrível filhote, os Estados Unidos da América, que, a partir do século XIX, já mostravam suas garras imperiais, anexando territórios mexicanos, guerreando a Espanha para tomar-lhe Cuba e Filipinas, e participando do saque de China e Japão. No século XX, os Estados Unidos assumiram a hegemonia mundial, participaram com lucro das guerras européias, invadiram paises latino-americanos (México, Haiti, Cuba, Panamá, Guatemala, República Dominicana, Granada, e até ajudaram a Inglaterra na guerra das Malvinas). A partir da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos implantaram por completo a sua hegemonia econômica, militar, cultural e até lingüística, passando a Grã Bretanha a coadjuvante paterna. Fizeram a guerra suja do Vietnam ? sua primeira derrota — e tantas outras pequenas guerras, bombardeios e intervenções na África, até na Europa (Iugoslávia), no Afeganistão e agora no infeliz Iraque. Pra não falar no seu apoio total e incondicional ao expansionismo israelense no Oriente Médio. Com a decadência e extinção da União Soviética, ficaram os Estados Unidos soberanos do mundo pós-guerra fria. No futuro próximo, talvez a ascensão da China e a débâcle do dólar indiquem o começo do declínio ianque.

Essa digressão histórica vem a calhar na crítica do uso alienado e leviano do termo Ocidente por repórteres de tv e rádio, quando dão, assustados, notícias de eventuais homens-bomba se suicidando em ataques de terror, seja em Londres, Nova Iorque, Madri, ou em mesquitas do Iraque ocupado, ou quando atribuem qualquer atentado ou foguete em Israel, potência ocupante, a supostos e misteriosos membros da Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, o desaparecido. Passa-se a criar um clima de medo e pavor de terroristas muçulmanos ? o novo inimigo pós-guerra fria ? que estariam prontos para incendiar o chamado Ocidente. Ora, tenham paciência, Ocidente uma ova. Vocês querem dizer Estados Unidos, Inglaterra, Israel e outros imperialistas auxiliares. Nós da América Latina e da África, e mesmo certos países europeus mais civilizados, como os escandinavos e outros, não temos nada a ver com esse Ocidente guerreiro, imperialista. Estados Unidos, Inglaterra, Israel tripudiam dos povos árabes, afegãos e outros oprimidos da Terra, e quando ficam com medo de alguns desesperados homens-bomba ou ditos terroristas, querem distribuir os alvos para todo o Ocidente geográfico, que não tem culpa da sanha imperial dos Estados Unidos e Inglaterra, chamados por metonímia eufemística de Ocidente .

Senhores jornalistas, não sejam inocentes úteis no uso distraído ou mal intencionado da palavra Ocidente.

Não usem a geografia inadvertidamente para camuflar os agressores, os vilões da história. Não existe guerra de civilizações, de muçulmanos contra ocidentais, a não ser na cabeça de teóricos a serviço de Bush e Tony Blair.

Nós outros somos ocidentais, a geografia não é bandida. Aliás, ocidentais e orientais são seres humanos, que podem viver em paz, desde que consigam banir da Terra a ganância, a cupidez, o imperialismo, o etnocentrismo de governantes que manipulam as máquinas de guerra e de propaganda.

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